Não à Discriminação
Postado por Carol
Campanha de Portugal contra a discriminação. Vale assistir:
Dica da Izabella Jacobina.
Blog da Festa Jukebox
Postado por Carol
Campanha de Portugal contra a discriminação. Vale assistir:
Dica da Izabella Jacobina.
Postado por Felipe
Não sabe quem é a tia da foto? É Michele Bachmann, pré-candidata republicana à presidênica dos EUA em 2012. Ela é homofóbica e a principal voz anti-gay do momento por lá. Pela posição de extrema direita, é improvável que seja a candidata de fato do partido republicano. Mesmo assim ela venceu a primária de Iowa, semana passada.
Inlcusive, o marido dela é dono de uma clínica para curar gays. Sim, curar gays. Não é à toa que corre por aí que esse marido é uma cacura enrustida.
Mal-casada e mal-comida, restou a Michele sensualizar com um salsichão. E ainda conseguiu ser tapada o suficiente de se deixar ser fotografada nessa cena de apologia ao boquete. Logo, aproveitamos esse espaço para demonstrar este lado erótico-alimentar de sua personalidade.
Postado por Felipe
FHC lançou ontem o site Observador Político, explicando seu propósito no vídeo abaixo. Ele mesmo disso que não se trata de um “Fla-Flu” político, ou seja, nada tem a ver com a questão partidária PT-PSDB, apesar disso ser inevitável. Assistam ao vídeo e, gostem dele ou não, convenhamos que a iniciativa é muito legal.
O tema da homofobia já está lá e espero que seja um novo ambiente, com um nível melhor, para sua discussão. Que FHC traga pessoas de peso para não nos limitarmos às obviedades ridículas de Bolsonaros e Myrian Rios da vida.
Postado por Felipe
Muito bom esse texto do Dráuzio Varella. Abaixo, na íntegra, tirado daqui.
Dr. Drauzio Varella
A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.
Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?
Postado por Felipe
Como o post com a opinião do Frei Betto teve muitos acessos, abaixo uma entrevista do O Globo com um padre carmelita. A entrevista foi publicado no jornal logo após a decisão do STF favorável à união homoafetiva, mas só me deparei com ela esses dias. A entrevista foi retirada daqui, porém O Globo não a publicou na íntegra (quem quiser ler, ela está neste link do UOL).
Vale destacar que o padre é especializado em leitura bíblica, sendo professor de Teologia Bíblica com mestrado em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.
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Publicada em 12/05/2011 às 23h42m
Chico Otávio
RIO – A primeira reação do frei Gilvander Moreira, padre mineiro da Ordem dos Carmelitas, ao ser convidado a analisar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi de temor: “Vou ser reconhecido por quem é de mente mais aberta, mas vou apanhar muito dos dogmáticos e conservadores”. Porém, mesmo desconfiado de que pagaria caro pela entrevista, resolveu falar porque “a causa é justa e vale a pena”. Mestre em Exegese Bíblica, professor de Teologia e assessor da Comissão Pastoral da Terra, Frei Gilvander disse que o Supremo está de parabéns por tornar visíveis as milhares de uniões homoafetivas do país.
Como o senhor recebeu a decisão do Supremo?
GILVANDER MOREIRA: Com alegria, pois é uma vitória dos movimentos e dos grupos que historicamente vêm lutando pelo direito à liberdade sexual homossexual. Nesse caso, o STF posicionou-se com justiça e equidade. A sociedade está em constante transformação, e esse grupo em questão existe e está no dia a dia vivendo e construindo suas relações à margem da sociedade. Devido a isso, o Direito não podia mais se esconder ou continuar negando esse direito a relações homoafetivas. Foi um exemplo de coragem e cidadania. Tornou-se visível o invisível. Declara-se assim o início do fim da hegemonia da moral heterossexual. Abre caminho para a afirmação, à luz do dia, das mais de 60 mil uniões estáveis entre homossexuais no Brasil, que até aqui pagavam um altíssimo preço pela sua orientação sexual.
Como o senhor vê hoje a situação dos homossexuais no Brasil?
GILVANDER: Segundo o pesquisador Luiz Mott, da UFBA, o mais preocupante é que o registro de violência contra a população LGBT vem aumentando ao longo dos anos. De janeiro a novembro de 2010, Mott contabilizou 205 assassinatos. Estima-se que o número de casos de discriminação da população LGBT atinge entre 10 mil e 12 mil por ano no país.
O senhor considera a sociedade brasileira preconceituosa?
GILVANDER: Infelizmente estamos numa sociedade preconceituosa, intolerante, hipócrita e cínica. Ainda há muito moralismo, fundamentalismos e sectarismos em segmentos conservadores de igrejas e da sociedade, que ficaram irritados e questionam o acerto da decisão. No último Censo, foi declarado que há mais de 60 mil uniões estáveis homoafetivas no Brasil. O movimento que defende os direitos dos homossexuais está crescendo, o que é muito bom. Na decisão do STF , não se pode deixar de destacar e parabenizar a luta deste movimento, que vem marchando pelas ruas e erguendo suas bandeiras.
Já ouviu confissões de pessoas que se declararam homossexuais? Que conselhos costuma dar?
GILVANDER: Já ouvi. Uma, por exemplo, perguntou: “Gostei muito da sua homilia de ontem. Por isso, resolvi me confessar. Frei Gilvander, ser homossexual é pecado?”. Disse ainda que tinha lido um livro da Renovação Carismática que dizia que não era pecado ser homossexual, desde que não colocasse em prática o sentimento. Mas a pessoa disse que não tinha como não colocar em prática. Diante disto, preferia até se suicidar. Respondi que, se o elo mais forte de uma corrente é justamente o elo mais fraco, só poderá ser mais justo e aplaudido por Deus o elo enfraquecido e discriminado. Feliz do povo que ouve os clamores dos que fazem outra opção sexual senão a hegemônica. Deus ouve os clamores de todas as pessoas oprimidas. Deus é amor e não discrimina e nem pune ninguém por opção ou orientação sexual. Deus acolhe a todos sem distinção. Eu disse ainda que devemos respeitar todos, mas não podemos respeitar todos da mesma forma. Sentindo-se compreendida e acolhida, a pessoa desistiu do suicídio. Ergueu a cabeça, levantou-se e foi embora.
A união civil entre pessoas do mesmo sexo ameaça a família?
GILVANDER: Penso que não, por vários motivos. São minorias e há uma grande pluralidade de famílias hoje. Há famílias tradicionais; famílias só com mãe e filhos (monoparental); 80 mil famílias sobrevivendo debaixo da lona preta em acampamentos clamando por reforma agrária; milhares de famílias que sobrevivem apertadas em um único quarto de cortiço; milhões de famílias arrochadas em barracos nas favelas; famílias só “marido e mulher”, sem filhos. Por que não pode haver também famílias homossexuais?
Há referências diretas ou indiretas na Bíblia sobre o tema?
GILVANDER: Na Bíblia, o primeiro relato da Criação (Gênesis 1,1-2,4a) mostra o ser humano profundamente ligado a todas as criaturas do universo. De uma forma poética, o relato bíblico insiste na fraternidade de fundo que existe entre todos os seres vivos, que são uma beleza. Nas ondas da evolução, Deus, ao criar, sempre se extasia diante de todas as criaturas e exclama: “Que beleza! Bom! Muito bom!” O livro de Atos dos Apóstolos resgata, nas primeiras comunidades cristãs, essa mística ao dizer que não há nada impuro. Tudo é puro, é sagrado.
O que o senhor tem a dizer sobre o uso da camisinha?
GILVANDER: Devemos preservar a nossa vida, a do próximo e a de toda a biodiversidade. Para isso, são necessárias várias coisas, entre as quais o uso da camisinha nas relações sexuais. Por questão de saúde pública e respeito à sacralidade de cada um. Não podemos correr risco de contrair HIV e/ou doenças sexuais que matarão o outro aos poucos. Isso não tem o apoio do Deus da vida. Mas camisinha não é panaceia para todos os males. Enquanto houver sexismo, imoralidades e erotismo trombeteados aos quatro ventos por novelas e filmes, reduzindo a mulher a objeto, infelizmente só usar camisinha será paliativo. É preciso educação de qualidade e elevar o nível cultural do povo.
Sua posição a respeito de tais temas é solitária na Igreja?
GILVANDER: Não. Há muitos teólogos e teólogas, cristãos e cristãs, que partilham conosco essas posições. Todo o povo da Teologia da Libertação. Na Igreja, há membros que comungam conosco dessa visão mais compreensiva com os direitos das minorias. Há igrejas e não apenas uma igreja. Quando membros da Igreja instituição se posicionam de forma moralista, proselitista e autoritária, afugentam muitas pessoas. Mas quando membros da igreja ouvem, dialogam e, inspirados no evangelho de Jesus Cristo, testemunham o grande sonho do Deus, o da vida em liberdade e abundância, cativam muitas pessoas para se engajar em projetos humanizadores.
Postado por Felipe
Não valemos nada. Digo isso nem como força de expressão, mas de forma quantitativa mesmo. Os milhões de homossexuais brasileiros valem menos que o Palocci, ou seja, valemos muito pouco. Em meio a maior crise da base governista, Dilma suspendeu o kit anti-homofobia que seria usado nas escolas do ensino médio no próximo semestre. Foi a forma de fazer com que a bancada evangélica não votasse para trazer o Palocci para depor. A justificativa é de tirar do sério: “o governo não fará propaganda de opção sexual”, mas continuará a combater a homofobia e a intolerância. Também, que ela ainda não tinha visto os vídeos do kit.
Antes da raiva pela decisão veio a revolta com a justificativa. Veja o vídeo abaixo, parte do kit, e identifique a propaganda pela opção sexual. Após visto, sentiu-se inclinado a parar e mudar o sexo da pessoa que te atrai? Deixou-se levar pela propaganda? Como ficou a sua opção sexual? Como foi o processo de escolha?
Como que a presidente simplesmente não tinha visto os vídeos que tinham tomado o noticiário durante dias? O vídeo já tinha recebido não só a aprovação mas o apoio da ONU (através da UNESCO) e da Sociedade Brasileira de Psicologia. Por acaso a Dilma achou que esse filme bem mal-feitinho veio de Cannes? Se isso aí em cima não é combater a homofobia, não sei o que combate…
Cagou nas nossas cabeças e a raiva vem em três esferas. A primeira é de ter sido vendido, e por muito pouco. Sim, sei que esse tipo de coisa, de trocas por votos são parte do cotidiano do Planalto. Mas, agora aconteceu diretamente comigo e quando é com você pouco importa se “sempre existiu”. Fora que, direitos das minorias ou combate à discriminação não estão na mesa como meios de barganha. Troca um imposto, um cargo, uma emenda, mas trocar o combate à homofobia? Dilma inovou.
Segundo, vem a raiva com a forma DESCARADA com que isso é feito, na nossa cara, sem mais nem menos. Como se não tivesse nada de errado em ignorar os LGBT pelo Palocci. O Haddad, ministro da educação afirmou que a decisão da presidente nada tinha a ver com pressões políticas e sim que ela não tinha concordado com o conteúdo (que resolveu ver ontem, pelo visto).
Garotinho disse, ontem: “Hoje em dia, o governo tem medo de convocar o Palocci. Temos de sair daqui e dizer que, caso o ministro da Educação não retire esse material de circulação, todos os deputados católicos e evangélicos vão assinar um documento para trazer o Palocci à Câmara”.
Dá pra pelo menos vocês coordenarem a mentira direito, gente? É pedir demais? Alguém avisa ao Haddad que a bancada evangélica não está escondendo que houve negociação com a Dilma. Ou alguém avisa os evangélicos que era pra ninguém saber. Vamos lá, de duas uma. Percebe-se que eles não aprenderam nada com o caso do Mantega na Vale.
Por fim, a terceira raiva é mais uma decepção. Só eu que fiquei completamente incrédulo com isso? Nenhuma bee sentiu um pingo de ultraje? Ao menos sabe o que é o tal kit anti-homofobia?
Puta que pariu. Hoje foram umas poucas pessoas que comentaram sobre isso, se mostraram incomodadas.
A educação contra o preconceito no longo prazo foi vendida, pela presidente da república, por uma preservação de um cargo político no curto prazo. O absurdo está na capa do O Globo de hoje, provavelmente estará amanhã e é a manchete dos principais portais de notícia nesse momento. Pelo visto a notícia é mais interessante para os jornais do que para os gays em si.
Muito mal comparando, imagina se existisse um caso similar ao do Cesare Battisti, só que tratando de um possível ex-nazista, condenado na Europa e procurando asilo político no Brasil. Agora imagina que, de alguma forma, o presidente concede o asilo, mas a oposição tenta reverter pelo Congresso (cagando regra, mas é só pra ilustrar..), criando uma situação similar. Os menos de cem mil judeus brasileiros, eu incluso, não deixariam isso durar por mais de um dia. Mobilizariam a sociedade e a comunidade internacional a fim de humilhar a presidente. E conseguiriam.
Em termos de peso político, realmente não valemos nada. Por pura culpa nossa. Que merda de movimento gay é esse? Jean Wyllys sozinho em Brasília não vai fazer milagre. Se contratarmos mais fotógrafos será que o número de militantes aumenta? Militante que se preze no Brasil gosta de uma boa foto. Estamos de fato caindo no estereótipo de que os gays são completamente despolitizados? Será que a maioria dos gays realmente tá pouco se lixando que a presidente mandou-os à merda?
Cagaram na nossa cabeça, abertamente. Se isso já não fosse ruim, descobre-se que é um fetiche nosso. Devemos gostar de levar merda na cabeça.
Postado por Felipe
Comentário do Arnaldo Jabor sobre Bolsonaro, no Jornal da Globo de ontem.
P.S.: Ontem assisti a propaganda política do PSC (Partido Social Cristão) logo antes do Jornal Nacional que incluía a mensagem “Homem + Mulher + Amor = Família”. Partidos com base religiosa usam do seu tempo na TV para impedir o avanço dos direitos homossexuais. Agora, me diz qual partido usaria do seu tempo na TV para promover maiores direitos para gays?
Postado por Bia
A postura homofóbica e racista de Jair Bolsonaro no CQC foi alvo de críticas da OAB do Rio de Janeiro. O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, afirma que pretende oficiar a Câmara de Deputados para abertura de processo contra Bolsonaro. Em nota à Tribuna do Advogado, Wadih expôs a posição da instituição sobre a polêmica e garante que a OAB-RJ não será omissa: “As declarações do deputado Jair Bolsonaro são inaceitavelmente ofensivas pois têm um cunho racista e homofóbico, incompatível com as melhores tradições parlamentares brasileiras. Por isso, vou oficiar hoje (dia 29) o corregedor da Câmara dos Deputados para abertura imediata de processo por quebra de decoro parlamentar contra o referido deputado. O Congresso não merece ter em suas fileiras parlamentares que manifestam ódio a negros e gays”.
Bolsonaro, por sua vez, divulgou hoje nota de esclarecimento, afirmando que “a resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta – percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay” e que não seria racista, tampouco homofóbico. Bom, a afirmativa de que o deputado não seria homofóbico é um tanto quanto contraditória. Suas crenças referentes à homossexualidade estão cristalinas no vídeo do CQC. Não só isso, foram diversas declarações do deputado atacando a homossexualidade ao longo dos anos. Em entrevista à Istoé Gente em 2000, ao ser perguntado se há algum homossexual em sua família, Bolsonaro respondeu “Graças a Deus, não. Eu desconheço. Se tivesse, não quero nem pensar”.
É lamentável ouvir isso em pleno século XXI. Ainda mais de um integrante da Câmara de Deputados, que é o máximo de expressão da democracia e representatividade da sociedade brasileira. Enquanto isso, torcemos para que haja uma séria repercussão à Bolsonaro. A tolerância ao racismo e à homofobia é inadmissível.
Postado por Felipe
Não se trata de mais um post sobre o Paulo Gustavo, e sim do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Referente ao quadro que ele participou no CQC de ontem. Não sei nem por onde começar, cada palavra que sai da boca dele surgem inúmeras réplicas que não cabem neste post. Preconceito escancarado, em TV aberta de uma figura eleita (pelo Rio!). Além das críticas diretas ao que ele falou, tem outra que evidencia outro ridículo da política brasileira: o milico ultra-conservador faz parte do Partido Progressista. Abaixo o vídeo e aqui o link de uma carta resposta que tem recebido certa atenção ao longo do dia.
Postado por Carol
Final de ano é sempre assim, todos ficam a procura de um bom calendário para o ano seguinte. Eu, por exemplo, não vivo sem pelo menos uns 02 modelos diferentes na minha mesa.
Várias empresas e campanhas do exterior já estão lançando seus modelos. Tem para todos os tipos e todos os gostos. Mas em terras brasileiras a febre não é tão grande. O club The Week lançou em 2009 um exemplar para lá de sensual. Eram 18 modelos masculinos em poses super sexys.
Esse ano o destaque nacional fica por conta do calendário dos cineastas Otávio Pacheco e Rick Mastro com o slogan “A luta contra homofobia“. Com o design de Gilherme Biachini, o calendário é ilustrado por um ensaio fotográfico dos modelos Rafael Paiva e Ed Garcea (o Garoto Vipado que participou da ultima edição da JukeBox) – casting feito por Marcus Macarroni.
O objetivo da iniciativa é arrecadar fundos para um curta que tratará a temática da homofobia. A gente fica na torcida para que dê tudo certo!